sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

AristoGatas

Prezado leitor,

Hoje vou falar de um filme belíssimo. Meus amigos João Pedro e João Filipe me emprestaram, porque é a história de uma família de gatos. O nome do filme é Aristogatas. Já ouviu falar? “Aristo” pra dizer que são “aristocratas” e “gatas” porque são gatos. “Aristogatas” quer dizer, resumindo, que é uma família de “gatos aristocratas”.

O filme apresenta esta linda família!
Miau! Já está Angélica me perguntando o que é aristocrata... Ela está crescendo com mania de me fazer perguntas... Não sabe nada essa filhote! Aristocratas são seres majestosos e... bem... majestáticos, claro! Explicando melhor, eu quero dizer que... miau... vamos ao dicionário um minutinho.

Aristocrata: membro da aristocracia, nobre, fidalgo; de atitudes nobres e distintas, de maneiras sofisticadas e requintadas; gato da raça persa; gato de pelo longo que sabe escrever.


Agora que está tudo explicado, miau, aprecie a abertura desse filme realmente espetacular. Abaixo copiei a letra pra que você possa acompanhar. Veja como parece me descrever!   
 



Quem mora bem, nos bons bairros de Paris
Quem é que tem melhores pedigrees
Quem é que esnoba os viralatas
Naturellement, as aristogatas
Quem é que tem certo charme natural
Quem é que tem melhor vida social
Quem é que dispensa serenatas
Naturellement, as aristogatas
Possuem certa majestade quando vão pela cidade
E com tal dignidade que se nota bem quem é
Com gestos elegantes e atitudes deslumbrantes
Não são vistas misturadas com a ralé
Quem sabe bem andar pelo salão
E caminhar com toda distinção
Quem é que esnoba os viralatas
Naturellement, as aristogatas 

Leitor, agora só falta você também assistir ao filme!

Atenciosamente,

Clarice Sushi  






sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

O caso da borracha

Prezado leitor,

Você não sabe o que me aconteceu hoje! Fiquei de castigo porque fiz uma tolice! Tudo começou quando recebi a carta do salão: "Princesa Clarice, desenvolvemos um novo estilo de penteado e pra senhorita experimentar, oferecemos de graça!". Veja a fotografia que me enviaram como exemplo! Miau! Queria muito usar esses rolinhos nos pelos! Achei o penteado lindíssimo! Mas minha dona não deixou!

O penteado!
Quando ela me disse que eu não ia fazer o penteado, senti uma raiva tão grande que fiz cocô na sala! Miau! Fiz mesmo pra ela ter que limpar! Quem mandou não fazer tudo o que eu quero?

Então, minha dona brigou comigo. Leitor, fiquei tão sentida que nem gosto de contar. Eu não sei como minha dona tem coragem de brigar justo comigo! Se estava nervosa, por que não brigou com Angélica? Foi o que decidi fazer.

Mas ela me conhece muito bem. Antes que eu assustasse Angélica, me trancou de castigo no quarto. Miau... o que eu ia fazer sem água, ração, nem o penteado novo? Logo tive uma ideia: entrei na caixa-pra-lembrar! Lá é escuro, sabe? Mas nós gatos temos luz nos olhos. É como se fosse uma lanterna que acende quando precisamos. 

Então, leitor, encontrei um caderno lindo, veja a capa ao lado. E descobri que minha dona ganhou ele quando fez dez anos, pois já gostava de escrever. Copio abaixo uma das histórias que mais gostei de ler. Espero que goste também!


Atenciosamente,
Clarice Sushi 

Querido diário, 

Estamos no fim de uma sexta-feira, eu e papai (Letício) vendo Festival 15 Anos Internacional, com Liza Minelli e mais uma loura bonita aí, que parece que o nome é Goldie Howms. Bom, quando estava começando a te escrever, fui limpar a borracha pra não te manchar. Bom. Fui limpar a borracha na parede. Estava atrás do papai. De repente, me veio a ideia de que eu podia limpar a borracha na frente dele, pra mostrar a nova moda que aprendi com minha amiga do inglês. Mas foi bem assim:
 
- O que é isso, menina?
- Ué, tô limpando a borracha.
- E sujando a parede?!
- Não suja a parede, todo mundo limpa borracha assim!
- Não seja teimosa!

A ilustração
O caderno por dentro
  










Aí fui limpar a borracha mais pra baixo da parede.

- Mais embaixo! Num lugar que não apareça se manchar!     

E lá fui eu, limpar a borracha quase no chão... Viu que absurdo do papai, diário?     

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Camila, Pedro e o Papai Noel



Prezado leitor,

Gatinho Pedro e Gatinha Camila
No Natal, entrei na caixa-pra-lembrar da minha dona. Lá, encontrei uma história que ela escreveu quinze anos atrás! É sobre os dois gatos ao lado. Quer ler também? Copiei abaixo!

Atenciosamente,
Clarice Sushi


CAMILA, PEDRO E O PAPAI NOEL
Era uma vez os irmãos Camila e Pedro. Eles moravam com a mãe, o pai e a irmã mais velha. Num dia de dezembro, os cinco conversavam enquanto arrumavam a árvore de Natal:

— Será que Papai Noel vem? — perguntou Pedro.
— Ah, eu acho que sim — disse a mãe.
— É claro que Papai Noel vem — afirmou o pai. Isso acontece toda noite de Natal!
— Mas eu nunca o vi — observou a irmã mais velha.

Na noite de Natal, Pedro e Camila foram dormir cedo. Ou melhor, eles fingiram que foram dormir. Deitaram com um olho aberto e o outro fechado:

— Será que Papai Noel está chegando, Camila?
— Fica quieto, Pedro! Quando todo  mundo dormir, levantamos pra ver ele chegar!
— Não é melhor eu acender a luz?
— Claro que não! Estamos fingindo que estamos dormindo!

Logo ouviram passos no corredor.

— Já?! — Gritou Pedro, num susto.
— Fica quieto, menino! — Reclamou Camila, levantando-se. Ela encostou o ouvido na porta. Os passos continuavam... Pareciam vir da sala. 

Camila abriu um pouquinho a porta. Mas teve medo de olhar. Pedro, então, abriu mais a porta e empurrou Camila pra fora. De mãos dadas, os irmãos foram devagarinho pelo corredor escuro.

NA SALA...

Papai Noel, de roupa vermelha e branca, colocava alguns presentes em torno da árvore que Camila e Pedro tinham arrumado com a família. Papai Noel não tinha barba, muito menos barriga grande. Tinha só uma barriguinha.

NA COZINHA...

Outro Papai Noel, de roupa vermelha e branca, fritava rabanadas... Esse Papai Noel não tinha barba, muito menos barriga grande. Seus cabelos eram compridos e castanhos.

NA SALA...

Um terceiro Papai Noel, de roupa vermelha e branca, ia, pé ante pé, do quarto da irmã pra sala, colocar mais embrulhos em torno da árvore de Natal. Esse Papai Noel não tinha barba, muito menos barriga grande. Seus cabelos eram compridos e louros.

Foi a vez de Camila empurrar Pedro pra dentro do quarto. Ela fechou a porta: "Pronto! A gente já viu! Amanhã vamos abrir os presentes!"
 
A mãe abriu a porta do quarto: "Já pra cama os dois! Papai Noel não dá presente pra criança que dorme tarde!"

Camila e Pedro aproveitaram a luz apagada pra rirem daquilo. Será que a mãe não tinha visto os presentes na árvore? Mas obedeceram e deitaram, cada um fechando os dois olhos. Finalmente podiam dormir, pois já tinham visto Papai Noel. E ele era três...










sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Filho de peixe é peixinho?



Prezado leitor, 

Você não sabe o que aconteceu com a Chaika! Ela é uma cachorra bem gatona, que teve um filhote bem gatin... Miaaau... não dá pra explicar tão rápido... Acho melhor eu copiar abaixo o que ela mesma me enviou, assim hoje não preciso trabalhar...

Filho de peixe, peixinho é?*

Cresci em uma família que me amava, ah e como me amavam! Disso eu não tinha a menor dúvida e até abusava um pouquinho desse amor, fazia birra fixando os pés no chão, quando já não queria mais andar, pedia colo quando estava cansada das longas caminhadas matinais... E a água de côco no aterro do Flamengo?! Meu passeio preferido de cada dia.

Com a convivência, a gente vai aprendendo também os pontos fracos de cada um, para o meu dono bastava um olhar de pidona e um gemido, que não podia ser latido, se não nada rolava, e aí ele me dava aquela porção generosa do seu/meu sorvete favorito. Ele sempre falava: – Tá aqui ó, coma rapidinho, Chaika, não vou te dar mais, nem adianta pedir! E eu obedecia, não queria nem pensar em cruzar com o olhar fuzilante da minha dona, que ficava uma fera ao ver ele me dando aquelas guloseimas.

Cumplicidade total! Vi essa palavra no dicionário e foi amor à primeira vista. Até no meu quarto, tinha uma estante com muitos livros, que iam desde livros de receita até grandes nomes da literatura, porém, não achava nenhum livro que me explicasse as mudanças que aconteciam no meu corpo: mamas pesadas, e nas minhas emoções: um instinto maternal à flor da pele.
Meu dono sempre dizia: - Chaika, você não terá filhotes, você é operada! Operada?!, eu pensava. Vários amigos meus também eram operados, isso não queria dizer absolutamente nada. 

Chaika e seu filhote Léo, já crescido.

E o milagre aconteceu! Numa bela manhã, acordei com aquela bolinha de pêlo bem ao meu lado. Como toda mãe que se preza, eu estava disposta a ensinar as primeiras palavras, comecei chamando-o para andar junto, filho meu tem que andar ao meu lado, ele já balançava o rabinho com alegria, recebia os meus donos à porta, mas insistia em me responder da forma mais esquisita: - Miau. Quanto mais eu lhe explicava que deveria suprimir aquela primeira sílaba, e duplicar a segunda uma única vez, pois meu dono não gostava de falas estridentes, mais ele falava: – Miau, miau. Enfim, superei isso. Afinal, filho de peixe, nem sempre peixinho é...

*Escrito por Gabriela Costa, que cedeu o texto especialmente para o blog da Clarice.